sábado, 25 de dezembro de 2010

Benavente exige continuidade da Companhia das Lezírias na posse do Estado


A Assembleia Municipal de Benavente acha que a Companhia das Lezírias (CL) não pode ser privatizada e congratula-se com recentes declarações do novo presidente da empresa pública agrícola, que garante que essa possibilidade não está de modo nenhum em equação. Uma moção nesse sentido foi aprovada, por maioria, na última sessão do órgão deliberativo benaventense, realçando também o compromisso da actual administração da CL de que “vai manter os postos de trabalho”.
Lembrando que há dez anos consecutivos que a Companhia das Lezírias apresenta resultados financeiros positivos e distribui parte dos lucros pelo Estado, através da holding Parpública, a moção, apresentada por Carlos Pauleta salienta que os restantes resultados têm sido reinvestidos na modernização da actividade da CL. “É a maior e uma das mais antigas empresas agro-pecuárias do País” e “uma das poucas empresas públicas que têm apresentado resultados positivos na última década”, prossegue a moção, congratulando-se, também, com garantias dadas em recente visita de eurodeputados comunistas de que a Companhia “não será privatizada”.
O documento, aprovado com 19 votos favoráveis de CDU, PS e Bloco de Esquerda e 5 abstenções de PSD e CDS-PP, recorda que a CL detém 6000 hectares de floresta em torno da Grande Lisboa e tem uma grande importância ambiental e de responsabilidade social na região.

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