sábado, 14 de maio de 2011

Câmara retira interesse público a pedreira e aterro de Arcena


 

A Câmara de Vila Franca de Xira decidiu, esta semana, emitir parecer desfavorável ao desenvolvimento do projecto de exploração de uma pedreira em Arcena (zona alta da freguesia de Alverca) e revogar a sua deliberação do final de 2010, em que reconhecera o interesse público da pedreira e da futura ampliação para o mesmo espaço do Aterro Sanitário do Mato da Cruz (ASMC), gerido pela Valorsul. A autarquia vila-franquense acha que o estudo de impacte ambiental (EIA) tem “lacunas insanáveis” e ignora questões como os efeitos das explosões da pedreira nos 6 milhões de toneladas de lixo já depositadas no ASMC e a possibilidade de estudar alternativas de tratamento que dispensem a necessidade de alargar o aterro.
Segundo o parecer enviado pela presidente da Câmara de Vila Franca ao director geral da Agência Portuguesa de Ambiente (APA), o EIA da pedreira “manifesta fragilidades sérias”, tendo em conta que a área proposta pela Cimpor para a pedreira de margas e calcáreos dista apenas 80 metros das habitações mais próximas. Recorde-se que a Quercus defende que não é necessário ampliar o ASMC e que a Valorsul devia investir 40 milhões e euros na construção de uma unidade de tratamento mecânico e biológico de resíduos, a instalar no Cadaval. A Câmara de Vila Franca argumenta, também, que este EIA devia avaliar desde já os impactes do alargamento do aterro e que o mesmo EIA ignora completamente os efeitos que os rebentamentos da pedreira poderão ter nos milhões de toneladas depositadas no ASMC ao longo dos últimos 16 anos. 3600 pessoas já se manifestaram contra estes dois projectos em abaixo-assinado e 331 entregaram cartas no mesmo sentido na APA.

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