sábado, 30 de abril de 2011

Obras na Recta do Cabo não resolvem problemas


A Estradas de Portugal (EP) está a investir na remodelação do entroncamento entre a Recta do Cabo e a chamada “Estrada de Campo”, com a construção de faixas de viragem à esquerda e a instalação de um separador central. A medida de reforço da segurança de um dos ‘pontos negros’ das estradas da região é, contudo, contestada por vários autarcas ribatejanos, que defendem que só a construção de duas rotundas e de faixas laterais para o trânsito agrícola permitiria reduzir a elevada sinistralidade da Recta do Cabo. Segundo a Câmara de Vila Franca, a EP assume que está é uma medida provisória, até que haja condições para fazer as rotundas.
“Informámos a EP de que achávamos que devia haver ali duas faixas laterais para o trânsito agrícola, uma rotunda junto ao Gado Bravo e uma outra mais a Norte (sentido do Porto Alto), para que o trânsito agrícola circule nessas vias laterais e, depois, fizesse inversões de marcha nessas duas rotundas. Não é esse o entendimento da EP, infelizmente”, lamenta o vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, considerando que não são problemas técnicos a complicar a construção das rotundas mas, essencialmente, as condicionantes financeiras que a EP actualmente vive.
“O grande problema da Recta do Cabo é precisamente a circulação de maquinaria agrícola, tractores e outros equipamentos, que poderiam ser desviados para vias dedicadas e melhorar a circulação na Recta do Cabo, acrescentando-lhe mais segurança. E essa segurança tem a ver com a construção das rotundas”, sustenta o responsável pelo pelouro de acessibilidades na Câmara vila-franquense. Por isso, Câmara e Junta de Freguesia exigiram à EP um documento em que a empresa pública responsável pela rede de estradas assume que a Recta do Cabo necessitará de uma futura requalificação de fundo. “As gares de viragem à esquerda são medidas minimizadoras provisórias, ficando a Câmara na expectativa de que a EP apresente um estudo posterior em que venha a identificar a necessidade de uma, duas ou mais rotundas para permitir uma melhor circulação da maquinaria agrícola e a criação de caminhos paralelos autónomos para os veículos agrícolas”, conclui. 

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Centro gastronómico de Povos ainda não passou de promessa


Prometido há mais de 4 anos, o Centro Gastronómico de Povos ainda não passou do papel. O executivo da Junta de Freguesia de Vila Franca garante, agora, que está a procurar desenvolver uma parceria com várias entidades para concretizar o projecto de formação na área da gastronomia e fornecimento de refeições. A questão foi colocada na última Assembleia de Freguesia por Carlos Romano, eleito da CDU, que recordou as sucessivas informações prestadas pelo executivo da Junta sobre a matéria. “Previa-se um investimento de 200 mil euros na construção e equipamento, mas não estamos a ver nada”, critica. Em causa está a recuperação e adaptação de um antigo edifício camarário, já bastante degradado.
José Fidalgo Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia, lembrou que já foi feita uma acção de formação de “16 formandos que são hoje cozinheiros”. O autarca do PS explicou que foi feito um projecto, mas a candidatura acabou por não ser aprovada no âmbito do programa de apoio à regeneração urbana. “Estamos a reformular todo o projecto e temos as condições programadas e previstas no orçamento, mas gostaríamos de o fazer de uma forma mais tranquila, envolvendo outros parceiros”, justificou o presidente da Junta vila-franquense, revelando que estão a decorrer contactos com o Ministério da Educação e que a Junta vai fornecer mais informação sobre o assunto na próxima sessão da Assembleia de Freguesia.

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Comemorações do 25 de Abril prolongam-se até Maio


As comemorações dos 37 anos do 25 de Abril prolongam-se até meados de Maio, com actividades em várias localidades da região. A Junta de Vila Franca e a PSP organizaram, hoje de manhã, na Escola Sousa Martins, uma acção de sensibilização para a prevenção rodoviária intitulada “Escolinha de Trânsito”.
Amanhã, dia 28, será inaugurada (20h45) na galeria da junta vila-franquense a exposição “Avieiros”, com trabalhos de mestre José Manuel Soares. Segue-se mais uma sessão do Observatório da Inovação e do Desenvolvimento Local, desta vez sobre o tema “Património Natural: potencialidades e valências”.
Já na sexta-feira, dia 29, realiza-se (21h00) o passeio pedestre “Olhos de Água”, com a colaboração do Clube de Campismo “As Sentinelas” e concentração junto à sede desta colectividade, na Rua Miguel Bombarda. O auditório da Junta de Vila Franca recebe, no dia 1 (18h00), um ensaio aberto do Coro Notas Soltas.
Já no dia 11, a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira organiza um encontro internacional sobre combate à pobreza e exclusão social (21h00), que contará com a participação de peritos universitários internacionais.
Em Arruda dos Vinhos, na Biblioteca Municipal Irene Lisboa, está patente até dia 30, a exposição “25 de Abril em fotografias”. Também em Arruda, alunos da Escola Profissional Gustave Eiffel apresentaram a peça "Da coroa aos cravos - canções da nossa história" (foto).
Já em Benavente, a exposição “1º. de Maio de 1974” vai estar patente até 21 de Maio no Museu Municipal. Uma mostra de 60 fotografias sobre o primeiro Dia do Trabalhador depois da implantação da democracia em Portugal.

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domingo, 24 de abril de 2011

Região festeja 25 de Abril apesar da crise



As dificuldades económicas levaram muitas autarquias da região a reduzirem as actividades comemorativas dos 37 anos do 25 de Abril. Em Vila Franca de Xira, o Município cinge praticamente as suas à habitual sessão solene organizada pela Assembleia Municipal, desta vez no salão do quartel do Corpo Voluntário de Salvação Pública (bombeiros voluntários) da Póvoa de Santa Iria, a partir das 11h00.
Nos restantes municípios da região também haverá sessões solenes. Em Arruda, o Município promove também passeios pedestre e de BTT e uma apresentação da peça “Da coroa ao cravo, músicas da nossa história” no auditório municipal (19h30), protagonizada por alunos do pólo local da Escola Gustave Eiffel.
Já em Alenquer, os eleitos visitam as instalações da Associação de Apoio a Idosos e Jovens da Freguesia de Meca e a Junta de Freguesia do Carregado organiza um conjunto de actividades, com realce para o circuito de bicicleta “Conheça a Freguesia” (partida junto à sede da junta às 9h30) e para actuações dos grupos adulto e infantil do Rancho Folclórico do Carregado (16h00) frente à Associação Desportiva do Carregado.
Em Azambuja haverá música com a Banda Filarmónica do Centro Cultural Azambujense a actuar de manhã e demonstrações de folclore à tarde pelo Rancho Folclórico “Ceifeiras e Campinos” de Azambuja e pelo Grupo Tradicional “Os Casaleiros” de Casais dos Britos.
No concelho de Benavente, as actividades são muito diversificadas com desfiles de instituições e colectividades, à tarde, na vila sede de município e na cidade de Samora Correia. Em Benavente haverá também manhã infantil, deposição de uma Coroa de Cravos no Monumento ao Trabalhador e Largada de Pombos. Já em Samora destaque para o espectáculo com as colectividades da freguesia, que se realiza na tarde de dia 25 (17h30).

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Câmara de Vila Franca ameaça Lisboagás com tribunais



A Câmara de Vila Franca de Xira ameaça levar a Lisboagás a tribunal se esta empresa do grupo Galp Energia insistir na ideia de fazer repercutir nos consumidores de gás do município vila-franquense os valores da taxa de ocupação do subsolo que tem que pagar à autarquia. Um porta-voz da Lisboagás afirma, por seu turno, que “existe uma Lei e existe um contrato de concessão que prevê que nos casos em que os municípios decidam cobrar taxas desta natureza, essa decisão seja repercutida sobre os munícipes clientes da empresa”. Afiança, por isso, que a empresa distribuidora de gás “limita-se a cumprir essas regras” legais.
Bem diferente é o entendimento da Câmara de Vila Franca que mantém um conflito jurídico com a Lisboagás já há mais de 10 anos. Segundo Rui Rei, vereador social-democrata com o pelouro das obras municipais, todas as instâncias judiciais, desde o Tribunal da Relação ao Tribunal Constitucional, deram razão à autarquia no seu direito de cobrar uma taxa à Lisboagás pela “utilização privada de um bem (o solo ou subsolo municipais) que é de todos”. Por isso, acrescenta o edil, com os juros entretanto acumulados, a Lisboagás vai ter que pagar, agora, cerca de 1, 7 milhões de euros ao Município relativos a taxas em atraso e já pagou recentemente os 400 mil euros relativos à taxa de ocupação do subsolo de 2010.
Maria da Luz Rosinha, presidente da edilidade, também diz que "a Câmara irá manter esta taxa sobre intervenções no subsolo" e que "agirá judicialmente contra a Lisboagás se, por acaso, tentar repercutir nos consumidores aquilo que é da sua responsabilidade". É que, se conseguir fazer repercutir estes 1, 7 milhões de euros nos seus cerca de 25 mil clientes do concelho, a Lisboagás cobrar-lhes-á perto de 68 euros a cada um.

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