domingo, 8 de janeiro de 2012

Restaurante "O Redondel" vai reabrir


A Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira (SCMVFX) está a preparar o lançamento de um novo concurso para a concessão da exploração do emblemático restaurante “O Redondel”, que funcionou, durante muitas décadas, na Praça de Toiros Palha Blanco. A mesa administrativa da instituição, que já foi contactada por vários interessados, pretende elaborar um caderno de encargos muito preciso e acredita que será possível reabrir o conhecido restaurante ainda no primeiro semestre deste ano.
Carlos Caetano Dias, provedor da Misericórdia de Vila Franca, disse, ao Voz Ribatejana, que, depois da assembleia de credores, o Tribunal do Comércio de Lisboa decidiu declarar insolvente a firma que explorou “O Redondel” nos últimos anos e que, no final de Novembro, o próprio tribunal entregou a chave do espaço à SCMVFX, ficando a instituição (proprietária da praça) novamente habilitada a dar-lhe o destino mais adequado.     
“Estamos a preparar um caderno de encargos, que tem que ser muito bem elaborado, porque é um património que queremos defender e preservar e para que não apareça alguém que queira fazer alterações sem sentido”, sublinha Carlos Caetano Dias, admitindo que o próprio caderno de encargos venha a prever o desenvolvimento de algumas obras de melhoria do espaço do restaurante antes da sua reabertura. “Temos sido contactados por pessoas interessadas, já pelo menos três ou quatro. E foi curioso ver que, num destes dias, aparecerem quatro indivíduos que vinham para almoçar no Redondel e ficaram surpreendidos quando dissemos o que se passava”, refere o responsável da Misericórdia de Vila Franca, destacando a imagem que “o Redondel” ainda tem em muitas zonas do país.
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sábado, 7 de janeiro de 2012

Vilafranquense e Alverca jogam dérbi concelhio no domingo


O campeonato da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa regressa no domingo, com a disputa da 16ª. jornada, penúltima da primeira volta, onde ressalta o sempre apetecível dérbi concelhio entre Vilafranquense e Alverca, que se disputa no campo do Cevadeiro, a partir das 15h00.
As duas equipas seguem a meio da tabela, o de Alverca mais bem colocado com 21 pontos e o Vilafranquense logo a seguir com 20. Mais à frente segue o Vialonga, com 22 pontos, que nesta jornada tem deslocação difícil ao terreno do vizinho Loures. Já na I Divisão da AFL, o União Povoense recebe o Coutada, o Juventude da Castanheira visita a Ericeira e o União e Recreio de Vila Nova da Rainha viaja até A-dos-Cunhados.     
O Futebol Clube de Alverca aproveitou a paragem de duas semanas nos campeonatos distritais para reformular o plantel da sua equipa sénior, com cinco entradas e seis saídas de jogadores. A direcção do clube explica que esta renovação do plantel envolve as entradas de Armindo e Tera (ex-Sacavenense), André (ex-Vialonga), João Rodrigues (ex-Vila Franca do Rosário) e Alex (ex-Loures). Saíram Celso, Gabriel, Gonçalo, Bacar, Nobre e Djaló.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Obras geram filas e revolta em Benavente e Salvaterra


As obras de reabilitação da Ponte da Vala Nova voltam a obrigar à circulação alternada do trânsito, gerando filas enormes entre Benavente e Salvaterra de Magos e muitos protestos dos condutores. Os trabalhos neste troço da Estrada Nacional 118 iniciaram-se há exactamente um ano, mas estão ainda longe da conclusão. Hoje as filas de viaturas estendiam-se por mais de 1 quilómetro e chegavam até à vila de Benavente. Os pouco mais de 3 quilómetros que separam Benavente de Salvaterra percorriam-se normalmente em menos de 5 minutos e chegam, agora, a demorar uma hora.     
O assunto foi colocado em recente reunião da Assembleia Municipal de Benavente, com Margarida Netto, eleita local e deputada à Assembleia da República pelo CDS-PP, a sublinhar que tem recebido inúmeras queixas de pessoas que se debatem com este “constrangimento” da ponte da Vala Nova.
Já Nelson Silva Lopes apresentou uma moção, aprovada por unanimidade, que solicita medidas imediatas da Estradas de Portugal (EP) que minimizem os transtornos para a população e levem à rápida conclusão dos trabalhos e à retirada de entulhos e outros materiais de obra que, entretanto, caíram ao leito da Vala Nova. “Na última semana agravaram-se os tempos de espera, que se traduzem em graves prejuízos”, vincou o autarca, lembrando que o prazo inicial (270 dias) para a execução da empreitada já está largamente ultrapassado.


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Junta de Vila Franca desiste de projecto onde já gastou 100 mil euros


O novo executivo da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira entende que não há condições para concretizar o centro gastronómico que a anterior equipa da autarquia planeou para um edifício degradado de Povos. O caso voltou a dar acesa polémica na última sessão da Assembleia de Freguesia e a nova presidente da Junta, Ana Câncio, anunciou que a intenção da autarquia é, agora, tentar concluir as obras de reabilitação do edifício e transferir para ali a sua delegação de Povos, o que permitiria poupar a renda actualmente paga pelas instalações do balcão local da Junta.
Depois de cerca de 100 mil euros já gastos (ou comprometidos) num projecto anunciado em 2008 durante uma visita do executivo municipal à freguesia, o centro gastronómico deveria trabalhar na formação de pessoal especializado para a restauração e refeitórios de instituições e empresas da região e também no fornecimento de refeições ali confeccionadas. O investimento previsto rondava os 200 mil euros, mas a candidatura a fundos comunitários nunca foi aprovada, complicando, e muito, o desenvolvimento do projecto. Entretanto foram feitas obras num valor de cerca de 44 mil euros (a reabilitação e adaptação do imóvel ainda estão longe do fim) e a Junta adquiriu, em leasing, equipamentos para a cozinha e computadores para as salas de formação, num total de cerca de 50 mil euros. A ideia seria instalar ali duas salas de formação com capacidade para 40 formandos, uma cozinha e uma zona de serviço de mesa.
"Falhou talvez o facto de se ter dado, naquela altura, talvez um passo um pouco maior que a perna e não estariam completamente acauteladas todas as parcerias que seriam necessárias para que o centro gastronómico tivesse hipóteses de funcionamento”, sustentou Ana Câncio.
“Não podemos deixar passar em claro esta situação”, reagiu Carlos Romano, eleito da CDU, frisando que a sua bancada sempre questionou este processo. “Não há centro gastronómico, o edifício está hoje pior do que estava há 5 anos, não há nada, mas já voaram praticamente 100 mil euros para aquele centro gastronómico e não se vê luz ao fundo do túnel”, lamentou.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Novos horários da CP contestados na Póvoa


A estação da Póvoa de Santa Iria ficou quase sem paragens de comboios para Santa Apolónia aos fins de semana e feriados e viu também reduzidas as paragens em período nocturno. Os utentes mais afectados não se conformam e a Assembleia de Freguesia também já aprovou uma moção contra as alterações de horários introduzidas pela CP desde o passado dia 11.
Com estas alterações, apenas os chamados “comboios regionais” com destino e origem em Santa Apolónia param, agora, na Póvoa aos fins-de-semana e alguns utentes dizem que gastam mais hora e meia em percursos alternativos para a zona ocidental de Lisboa. A CP alega que fez um estudo de mercado, que concluiu que apenas 4% dos passageiros de fim-de-semana que utilizam a estação da Póvoa fazem ligações com Santa Apolónia e que, mesmo assim, manteve as paragens dos comboios regionais.
Também a Assembleia de Freguesia da Póvoa já se pronunciou, no dia 29, contra estas medidas e contra a redução das paragens de comboios na estação local em período nocturno. Em moção aprovada por maioria, com votos favoráveis de CDU, PS e Bloco de Esquerda, o órgão deliberativo local sustenta que estas alterações, associadas aos aumentos das tarifas, vieram criar “sérias dificuldades aos povoenses que necessitam deste meio de transporte”. O documento, apresentado pela bancada da CDU, recorda que a estação da Póvoa e o concelho de Vila Franca são os que “mais contribuem com passageiros e receita para os cofres da CP” nesta Linha Suburbana do Norte de Lisboa.

    
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