sábado, 31 de março de 2012

“Sorte” junta figuras do teatro na Euterpe


A Sociedade Euterpe Alhandrense (SEA), no âmbito das comemorações dos seus 150 anos, resolveu dedicar o mês de Março especialmente ao teatro, com um programa de quatro espectáculos que arrancou com “Cais 14”, uma encenação de grande dimensão que se distribuiu pelo grande auditório da SEA e pela zona ribeirinha vizinha. A iniciativa culmina hoje e amanhã, com a apresentação de “Sorte”, um espectáculo dirigido por Catarina Romão Gonçalves, que reúne alguns nomes que iniciaram o seu percurso no teatro na SEA ou nos Esteiros e que desenvolvem actividades profissionais ligadas ao teatro. Albano Jerónimo e Miguel Falcão são alguns dos participantes que regressam, agora, ao palco de Alhandra, onde serão homenageados como exemplos a seguir na arte teatral. as apresentações estão marcadas para sábado às 21h00 e para domingo às 17h00.

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Alhandra pode recorrer aos tribunais para tentar evitar a extinção da freguesia


Assembleias de freguesia de toda a região têm vindo a pronunciar-se contra a proposta de reorganização administrativa apresentada pelo Governo, que pode levar à extinção de quase metade das cerca de 4300 juntas de freguesia. Algumas, como Alhandra, admitem mesmo recorrer aos tribunais para tentar impedir uma eventual extinção. Esta tarde, em Lisboa, decorre uma grande manifestação em defesa das freguesias e o grupo parlamentar do PSD apresentou, entretanto, uma proposta à Associação Nacional de Freguesias (Anafre) que poderá, no caso de ser aprovada, reduzir o impacto da reforma. Segundo a Anafre, perto de 200 mil pessoas de todo o País estão este sábado em Lisboa em defesa das freguesias.
Em Alhandra, uma das freguesias em risco, a Assembleia de Freguesia aprovou um documento em que rejeita os pressupostos da proposta do Governo e decidiu, também, por unanimidade, autorizar o executivo da Junta de Alhandra “a interpor uma providência cautelar junto do Tribunal da comarca de Vila Franca de Xira, visando impedir a extinção desta freguesia, caso venha a ser aprovada a Proposta de Lei Nº. 44/XII sobre a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica”.
A assembleia alhandrense considera que “a discussão do modelo a aplicar deveria ter origem em cada uma das assembleias de freguesia” e que “os princípios ‘agregadores’” que constam da proposta do Governo, tais como a ponderação do elemento demográfico, “estão longe de melhorar ou contribuir para um melhor desenvolvimento dos serviços públicos de proximidade prestados pelas freguesias a uma população cada vez menos autónoma e mais envelhecida”.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Caso de discussão por falta de canja que gerou agressão mortal dá pena suspensa




Um jovem coveiro de 30 anos foi, esta manhã, condenado a 5 anos de prisão com pena declarada suspensa por igual período pela prática de um crime de ofensa à integridade física grave que resultou na posterior morte da vítima. José Carlos foi acusado da prática de um crime de homicídio simples sobre um irmão do seu padrasto, mas o colectivo de juízes decidiu alterar a qualificação jurídica do crime. Em causa estava uma discussão gerada, a 20 de Agosto de 2011, pelo facto de não haver canja para o jantar na casa de Marinhais onde ambos residiam.
O colectivo de juízes presidido por Manuela Pereira, embora reconheça que o arguido “agiu deliberadamente com a intenção de molestar corporalmente a vítima e soubesse que dos seus actos resultariam riscos para a vida” de Jacinto Gomes, considerou que “não ficou provado em julgamento que o arguido quisesse causar a morte” da vítima.
A decisão do tribunal realça a coerência e a credibilidade do depoimento do arguido e o grau de arrependimento que manifestou. Para um crime de ofensa à integridade física grave agravada por ter resultado em morte a moldura penal vai de 2 anos e 8 meses a 13 anos e 4 meses de cadeia. O colectivo do Tribunal de Benavente que julgou o caso decidiu, assim, condenar José Carlos a 5 anos de prisão com pena suspensa por igual período, ficando o arguido obrigado a seguir as orientações do Instituto da Reinserção Social e a pagar indemnizações ao Centro Hospitalar de Lisboa Norte e ao Hospital de Santarém, onde a vítima esteve internada.


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quarta-feira, 28 de março de 2012

Filipa Silva é a nova presidente do Ateneu Vilafranquense


A nova direcção do Ateneu Artístico Vilafranquense (AAV) toma esta noite posse (21h00), nas instalações da colectividade. Filipa Silva, enfermeira de 27 anos que trabalha há seis no Hospital Reynaldo dos Santos de Vila Franca, aceitou o desafio de encabeçar uma lista para a direcção da colectividade do coração a que já está ligada há 22 anos. Trata-se da primeira vez que uma mulher preside aos destinos do AAV, à frente de um grupo que junta jovens muito ligados à colectividade e pessoas mais experientes já com percurso feito nos órgãos directivos do Ateneu. Substitui, assim, Mário Calado, que levava já mais de 12 anos de presidência do AAV e que apoiou esta candidatura.
“A ideia começou a surgir de um encontro de pessoas que já estão ligadas ao Ateneu há muito tempo. Eu e os meus colegas da direcção somos jovens ligados ao Ateneu desde muito cedo. Há alguns anos que tínhamos uma preocupação de não deixar esta colectividade parar, apesar de todas as dificuldades inerentes”, explicou Filipa Silva ao Voz Ribatejana, lembrando que entrou para o ballet do AAV aos 5 anos e que, posteriormente, passou também a frequentar a Escola de Música e, a partir daí, a integrar a Banda do Ateneu. Esta ligação muito forte reflecte-se ainda no teatro, recentemente reactivado, numa experiência do Teatro Zero a que também está ligada.
“Queremos muito que este trabalho feito pelo Ateneu ao longo dos anos na promoção da cultura tenha continuidade e pensamos que também é importante trazer algum sangue novo, não esquecendo que estamos apoiados por pessoas que já fizeram parte dos corpos gerentes durante muitos anos”, vincou a nova presidente do AAV, frisando que os une a forte ligação ao Ateneu e o objectivo de desenvolver uma casa que é de todos.

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terça-feira, 27 de março de 2012

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Fogo desaloja três pessoas na Castanheira


Um incêndio destruiu, na noite de segunda-feira, grande parte do interior de um prédio da zona antiga da Castanheira do Ribatejo. Na altura, o edifício, onde residem três pessoas, estava desocupado e não há registo de danos pessoais. Mas o combate ao fogo revelou-se complicado, com os bombeiros a evitarem que se propagasse a prédios vizinhos.
As chamas, de origem ainda desconhecida, foram detectadas por volta das 21h15 no número 168 da Rua Palha Blanco e no combate ao fogo participaram 24 efectivos e viaturas das corporações de bombeiros da Castanheira, de Vila Franca e de Alhandra. A idosa que residia no rés-do-chão estava em casa de uma filha e o casal do primeiro piso também não se encontrava em casa. Certo é que o prédio ficou sem condições de habitabilidade e os três desalojados foram acolhidos por familiares.    

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