quarta-feira, 13 de abril de 2016

Trabalhadores da Ogma fazem marcha em Alverca para exigir aumentos salariais




Trabalhadores da Ogma-Indústria Aeronáutica de Portugal desfilaram, esta quarta-feira, pelas ruas de Alverca e por um troço da Estrada Nacional 10 que atravessa a cidade ribatejana, exigindo aumentos salariais. O protesto reuniu perto de 150 manifestantes e foi organizado pelo Steffas, sindicato afecto à CGTP. Incluiu concentrações junto aos portões da empresa e junto ao mercado municipal alverquense e contou com a participação de Arménio Carlos, líder nacional da CGTP. 
Alexandre Plácido, dirigente do Steffas (Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabalecimentos Fabris e Empresas da Defesa), acusou a administração da Ogma de se recusar a negociar as propostas de aumentos salariais de 4 por cento apresentadas pelo Sindicato desde Novembro. “Reivindicamos actualizações salariais que, nesta empresa, já não ocorrem há 4 anos, apesar dos lucros que a empresa tem tido. Em 2015, a Ogma voltou a ter lucros de 11, 6 milhões de euros. Aquilo que faz de lucros faz graças aos trabalhadores e aos baixos ordenados praticados na empresa”, afirmou o sindicalista, frisando que a indústria aeronáutica de Alverca tem muitos trabalhadores experientes com ordenados na casa dos 600 e 700 euros. “São lucros de milhões para os accionistas e tostões para os trabalhadores”, criticou Alexandre Plácido, acrescentando que a Ogma tem outros problemas graves como a imposição de horários de trabalho e propostas de rescisão que serão “despedimentos encapotados”. 

Actualmente com cerca de 1600 funcionários, a Ogma é o maior empregador do concelho de Vila Franca de Xira. A empresa é gerida pelo grupo brasileiro Embraer, que detém 65 por cento do capital. Os restantes 35 por cento pertencem ao Estado português.

Saiba mais nas edições de 13 e de 27 de Abril do Voz Ribatejana 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Acidente na Recta do Cabo faz dois feridos graves




Um acidente ocorrido, na tarde de quinta-feira, na Recta do Cabo (troço da Nacional 10 que liga Vila Franca de Xira ao Porto Alto), provocou ferimentos graves nos condutores das duas viaturas. O sinistro deu-se cerca das 17h45, com um embate frontal entre um ligeiro de passageiros e uma carrinha de transporte de mercadorias. Os feridos foram socorridos por três viaturas (duas ambulâncias) e seis efectivos dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira e pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) vila-franquense. Apresentavam sobretudo lesões torácicas relacionadas com o choque e com a abertura do airbag do ligeiro. O ocupante do ligeiro teve que ser desencarcerado e os dois sinistrados foram transportados para o Hospital de Vila Franca. A operação de socorro foi demorada e originou filas extensas na Recta do Cabo.

Saiba mais na edição de 13 de Abril do Voz Ribatejana          

terça-feira, 22 de março de 2016

A partir de dia 24 nas bancas mais uma edição da Vida Ribatejana


Utentes concentram-se na Castanheira para exigir médicos




Utentes do Centro de Saúde da Castanheira do Ribatejo concentram-se, esta tarde (terça-feira), em frente da unidade de saúde para exigirem o reforço do número de médicos ali colocados. O protesto está marcado para as 16h00 e, segundo os organizadores, o Centro de Saúde da Castanheira está reduzido apenas a dois clínicos, que não têm as mínimas condições para responder às necessidades de uma área com cerca de 10 mil habitantes.
“O que reclamamos é um médico que possa dar assistência aos milhares de pessoas que, nesta altura, não têm médico de família”, explica Pedro Gago, um dos utentes envolvidos na organização da iniciativa, frisando que um dos médicos que estava colocado na Castanheira está de baixa por doença e que, nos últimas semanas, nem sequer tem havido médicos contratados à hora para dar consultas de recurso. Como consequência disso, os muitos utentes sem médico de família são encaminhados para o SAP de Alverca, onde haverá quarto vagas diárias para utentes da Castanheira. Mas esta opção causa sérios problemas, porque os transportes públicos são escassos e as quatro vagas esgotam-se rapidamente. “Chegamos ao posto médico e não conseguimos consulta de maneira nenhuma. Este posto médico já chegou a ter quatro ou cinco médicos, mas está reduzido a dois. Muitas pessoas acabam por recorrer ao hospital”, acrescenta, frisando que, no mínimo, a população da Castanheira precisa de mais um médico que assegure consultas de recurso, nem que seja duas ou três vezes por semana.


Saiba mais na edição de 30 de Março do Voz Ribatejana