quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Nova estrada da Calhandriz vai custar 840 mil euros

As obras de construção de uma nova estrada de acesso à Calhandriz que substitua a destruída “Estrada de S. Marcos” começaram na semana passada e têm um prazo de execução de 150 dias. Inaugurada em Maio de 2007, a estrada foi completamente destruída por deslizamentos e abatimentos de terras registados em Fevereiro de 2010. A oposição vila-franquense tem reclamado o apuramento de responsabilidades pela perda dos mais de 600 mil euros gastos na primeira estrada, mas as conclusões do inquérito e da auditoria nunca foram muito esclarecedoras, apontando sempre para alguns problemas de drenagem e para a instabilidade do troço vizinho da EN 10-6, que liga Alverca a Arruda. A auditoria feita por uma empresa da especialidade veio, entretanto, sugerir que a reconstrução da via se fizesse em viaduto e não ao nível do solo. De acordo com os técnicos, esta solução garante que o tabuleiro resiste a algum eventual movimento do solo. Foi, entretanto, lançado o concurso para a execução da obra, estimada em cerca de 840 mil euros. Em causa está a construção de uma via que inclui um viaduto de 179 metros de extensão e vãos de 6 a 10 metros. Os vereadores da CDU insistem na necessidade de apurar quem foi responsável por eventuais falhas que tenham levado à destruição da primeira estrada, menos de três anos depois da sua inauguração. “Não abdicamos da realização de um inquérito e depois isso terá que resultar numa qualquer conclusão”, sustenta o vereador Nuno Libório. O vice-presidente Alberto Mesquita observa que “a auditoria está feita” e que "se há responsabilidades a assumir por alguém, naturalmente esse é processo jurídico subsequente. Há uma auditoria técnica e, com base nisso, a área jurídica vai dar seguimento”, afiançou. Saiba mais na edição de 31 de Julho do Voz Ribatejana

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Acidente entre Samora e Benavente faz dois mortos

Um acidente ocorrido, cerca das 21h40 de segunda-feira, no troço da Estrada Nacional 118 que liga Samora Correia a Benavente provocou dois mortos e um ferido grave. O choque entre dois ligeiros, nesta área da chamada Várzea de Samora, originou mesmo o capotamento de uma das viaturas que acabou por cair numa vala de água vizinha. Foi necessária a intervenção de uma equipa de mergulhadores dos Bombeiros de Benavente que retirou o corpo já sem vida do ocupante da viatura submersa. Os Bombeiros de Benavente e de Samora Correia, com o apoio da viatura de emergência médica, socorreram as restantes duas vítimas. O homem acabou por falecer e a mulher, com cerca de 50 anos, foi transportada para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. As vítimas mortais residiam em Samora e em Salvaterra de Magos. Os contornos do acidente estão a ser investigados pela GNR. Saiba mais na edição impressa do Voz Ribatejana

Hospital de Vila Franca custa cerca de 70 milhões por ano




O Tribunal de Contas (TC) divulgou uma auditoria às parcerias público-privadas que levaram à construção dos novos hospitais de Vila Franca de Xira, Loures, Braga e Cascais. Ao longo de mais de 370 páginas, os juízes do TC concluem que uma parte significativa dos custos destas PPP não estarão ainda programados nas contas do Ministério da Saúde, prevendo que o funcionamento destas quatro unidades venha a exigir mais de 10 mil milhões de euros num horizonte de 30 anos. Toda esta documentação, a que o Voz Ribatejana teve acesso, permite concluir que, nestes primeiros anos de funcionamento, o novo Hospital de Vila Franca custará cerca de 70 milhões de euros anuais ao Estado (significativamente mais que a antiga unidade, mas com condições e valências que o velho hospital não tinha) e que a produtividade alcançada nos dois primeiros anos de gestão privada está até acima do inicialmente previsto no contrato estabelecido entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Escala Vila Franca (empresa do Grupo Mello que gere a unidade desde Junho de 2011). Certo é que o Tribunal de Contas, na análise que faz dos anos de 2011 e 2012, conclui que, no caso de Vila Franca, “existe uma diferença constante entre os encargos inicialmente previstos e os encargos decorrentes da execução contratual em 2011 e 2012, acima dos 4 milhões de euros”. Mas considera que isso se deve à “complexidade da produção contratada” e que “mesmo em condições orçamentais adversas e condicionadoras da produção anual contratada, em 2012 quase todas as linhas de produção apresentaram acréscimos significativos face ao previsto”. Quer isto dizer, no essencial, que o Hospital de Vila Franca está a fazer mais do que o inicialmente previsto e que isso resulta também do sucesso de algumas medidas como a implementação de especialidades como a oftalmologia. O relatório da auditoria acrescenta que, se se mantiverem os actuais pressupostos e se a Escala Vila Franca continuar a gerir o Hospital, até 2041 o Estado pagará um total de cerca de 2 094 milhões de euros pelo funcionamento desta unidade, 1878 milhões para a parte clínica e 216 milhões para a entidade construtora e gestora das instalações. Saiba mais na edição de 31 de Julho do Voz Ribatejana

Escola do Brejo (Alverca) pode fechar este ano

A escola primária do Brejo, em Alverca, poderá não reabrir já no próximo ano lectivo, alegadamente devido ao reduzido número de alunos matriculados. Nos últimos anos, com a abertura de outras escolas na freguesia, a escola tem funcionado apenas com alunos que iniciaram ali o seu ciclo de ensino primário e que deverão atingir, em 2013/2014, o 4º.ano do ensino básico. O vereador social-democrata João de Carvalho quis saber, na última sessão camarária, se há informação sobre o futuro daquele estabelecimento. “Tem havido notícias contraditórias. Vai funcionar no próximo ano ou não? Foi-nos dito que, provavelmente, iria abrir ali uma turma de 1º. Ano. E esta escola tinha sido pedida por uma associação que tinha alguma necessidade deste tipo de instalações”, lembrou. Fernando Paulo Ferreira, vereador socialista com o pelouro da educação, explicou que ainda não tem informação sobre a posição definitiva do Ministério da Educação sobre a matéria. "As inscrições terminaram há poucos dias. A perspectiva que havia é que não terá havido inscrições suficientes para a abertura da turma, o que significaria que ficaria uma turma não completa naquela escola. O que sabemos é que a senhora directora está a contactar os pais no sentido de saber que escola de acolhimento lhes dará mais jeito”, explicou Fernando Paulo Ferreira, frisando que o assunto está na Secretaria de Estado da Educação para uma decisão final, mas que "tendencialmente a vontade é essa de encerramento da escola". A Câmara de Vila Franca sabe, também, que a associação de apoio à deficiência Aipne estará interessada em trabalhar no edifício desta escola, mas Fernando Paulo Ferreira sublinha que isso só será possível se a Escola do Brejo (Primária Nº. 3 de Alverca) ficar vaga. Saiba mais nas edições de 31 de Julho e de 28 de Agosto do Voz Ribatejana

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Falso piloto da TAP condenado em Benavente por burlar mulheres


O Tribunal de Benavente condenou, hoje, pela prática de crimes de burla qualificada, furto, falsificação e dano, um indivíduo de 57 anos que se fazia passar por piloto da TAP e por oficial reformado da Força Aérea Portuguesa e conseguia, com esse expediente, ganhar a confiança de várias mulheres, com quem estabelecia supostos relacionamentos amorosos. José Alberto Nogueira foi condenado a 16 anos de prisão e Leonilde S., uma sua antiga companheira que, segundo o tribunal, colaborava nestes esquemas fazendo-se passar por juíza e recebendo elevadas quantias subtraídas às vítimas, foi condenada a sete anos de cadeia. Os dois foram, igualmente, condenados a pagar indemnizações às seis vítimas/queixosas (o tribunal admite que haja mais casos de burla) de valor total superior a 100 mil euros. 
O colectivo de juízes e o tribunal de júri que julgaram este caso deram como provados quase todos os factos constantes da acusação e da pronúncia, considerando que os dois arguidos “pretenderam e conseguiram criar a ilusão de que as personagens que encarnavam eram verdadeiras” e ludibriaram, assim, seis mulheres, conseguindo “obter significativos proveitos económicos que não lhes pertenciam”.
Sílvia Costa, juíza que durante quase duas horas leu o extenso acórdão, sublinhou, no final, que os arguidos e sobretudo José Nogueira “revelou-se uma pessoa sem sentimentos” e “foi indiferente ao sofrimento que ia causando a estas mulheres”. Várias delas ficaram sem grande parte do seu património e debatem-se, hoje, com problemas de depressão e de vergonha por se terem deixado iludir.

Saiba mais na edição de 31 de Julho do Voz Ribatejana