sábado, 12 de maio de 2012

Vila Franca é uma terra com muita vida... mas nem sempre aproveita




Opinião
Na manhã chuvosa do passado dia 29 (domingo), enquanto percorríamos, em trabalho de reportagem, três importantes eventos que decorriam, em simultâneo, na cidade de Vila Franca de Xira, duas ou três reflexões nos vieram ao pensamento. A primeira foi no sentido de contrariar aquela ideia ultimamente muito repetida de que a cidade de Vila Franca de Xira “está a morrer” e já não tem vida própria.
Afinal, só naquela manhã de domingo, passaram por Vila Franca vários milhares de pessoas oriundas de todos os pontos do país e até de Espanha. No IV Concurso de Bandas do Ateneu participaram cerca de 1300 músicos, incluindo entre as 20 bandas presentes uma dos Açores (Madalena, na ilha do Pico) e uma da localidade espanhola de Villamayor. A escassas centenas de metros, nas Piscinas Municipais, o Campeonato Nacional de Natação Adaptada trouxe a Vila Franca largas centenas de praticantes portadores de algum tipo de deficiência e outras centenas de acompanhantes. Uma breve observação permitia perceber que não faltaram clubes como o Sporting, o F. C. do Porto ou o Leixões (Matosinhos), entre muitos outros. Viajando até ao outro topo da cidade, eram também algumas centenas de pessoas que visitavam o 2º. Salão de Automóveis e Motociclos Clássicos.
Tudo isto para dizer que não haveria certamente muitas localidades portuguesas com tanta vida e com tanta iniciativa naquela manhã de domingo. Mas tudo isto para dizer também que, pelo meio, o centro da cidade estava, de facto, bastante “parado” e sobretudo com muito pouco comércio em funcionamento. Parece-nos que, mais uma vez, falta articulação nisto tudo e, com um pouco mais de organização, Vila Franca de Xira poderia beneficiar muito mais dos múltiplos eventos que, apesar de tudo, ainda vai acolhendo.
Se por um lado é controversa a questão da simultaneidade de tantos eventos. Talvez o impacto pudesse ser maior se não coincidissem todos no tempo? Mais controversa é a questão da relação destes eventos com o turismo e com o comércio locais. Não vimos, poderá ser falha nossa, em nenhum destes locais um simples roteiro que explicasse aos visitantes o que é que poderiam ver, de facto, em Vila Franca: museus, jardim, monumentos, tertúlias, miradouros, igrejas, etc., etc. E não vimos também nenhum roteiro com moradas, contactos e especialidades gastronómicas dos restaurantes locais que estivessem efectivamente a funcionar naquele dia. Assim como não vimos informação que permitisse aos visitantes da cidade perceberem se havia eventualmente algum local onde pudessem adquirir literatura ou recordações de Vila Franca. São questões e preocupações que nos devem fazer reflectir a todos!

Jorge Talixa             

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Reviravolta no caso do alegado homicídio em Samora



O jovem de 21 anos que estava a ser julgado no Tribunal de Benavente acusado de um crime de homicídio qualificado foi hoje colocado em liberdade por decisão do colectivo de juízes, uma vez que o perito em medicina legal que foi ouvido em audiência afiançou que não há uma relação causa-efeito entre as agressões que efectuou e a morte de António Afonso, de 27 anos, em 7 de Abril do ano passado. Os juízes decidiram, por isso, alterar a qualificação jurídica dos crimes por que Vasco Rafael estava acusado, passando de homicídio qualificado para ofensa à integridade física grave, e dando um prazo até final de Maio para que a sua advogada prepare a defesa.
Rosinda Serrão, defensora legal do arguido, explicou, ao Voz Ribatejana, que já tinha conhecimento que a autópsia efectuada ao corpo de António Afonso concluíra que “não existia um nexo de causalidade” entre as agressões de Vasco (por causa de uma dívida de 40 euros) e a morte de António, ocorrida junto a um café de Samora Correia. “Apresentei um recurso ao juiz de instrução criminal para alterar a medida de coacção, mas não foi aceite”, acrescentou a advogada de Benavente, frisando que, por isso, o seu cliente passou 1 ano na prisão, quando devia ter aguardado julgamento por um crime menos grave em liberdade.

Saiba mais  na edição de 23 de Maio do Voz Ribatejana

Câmaras querem tauromaquia reconhecida como Património Cultural português



Oito câmaras de seis distritos portugueses já aprovaram declarações que reconhecem a tauromaquia como Património Cultural Imaterial Municipal. O objectivo deste movimento lançado em Vila Franca de Xira, em Março passado, é candidatar os Festejos Taurinos a Património Cultural Imaterial Nacional e a Secção de Municípios com Actividade Taurina espera que esta iniciativa atinja rapidamente a meia centena de declarações para apresentar, depois, a candidatura nacional.  Alcochete foi, ontem, o oitavo município a aderir ao movimento.
Dionísio Mendes, presidente da Câmara de Coruche e da Secção de Municípios com Actividade Taurina (congrega 45 autarquias) já disse esperar que este movimento atinja rapidamente uma maior dimensão, para que as assembleias municipais também se pronunciem em Junho e a candidatura a património nacional avance em seguida.
O documento aprovado na Câmara vila-franquense na sequência de uma proposta do Clube Taurino considera que “a festa de toiros constitui, indubitavelmente, o elemento de identidade cultural mais forte do concelho, possuindo um carácter emblemático determinante para a coesão social e os valores das populações”. Sublinha, também, que há registos documentais da realização de festejos taurinos em Vila Franca de Xira “com mais de dois séculos” e que as memórias orais deste tipo de actividades com toiros bravos “se perdem no tempo”.


Saiba mais na edição de 23 de Maio do Voz Ribatejana

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Associação de Apoio À Multideficiência leva a cabo no próximo dia 19 no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira a primeira edição do ciclo de conversas "O desporto e a deficiência".
A iniciativa tem lugar pelas 15 horas, e conta com a participação de Rui Couceiro, Carlos Mota, Leila Marques e Susana Ferreira.

Já está nas bancas mais uma edição do Voz Ribatejana