terça-feira, 25 de outubro de 2011

ARS paga rendas de casas que não usa há anos



A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) continua a pagar rendas de vários edifícios e apartamentos que já não utiliza, nalguns casos há anos, depois dos respectivos serviços terem sido transferidos para instalações construídas de raiz. O Voz Ribatejana apurou que isso acontece há cinco meses em Vila Franca, mas já se prolonga há quase 3 anos na Castanheira e que situações deste tipo se repetem em Alenquer, em Alverca e na Póvoa de Santa Iria, neste caso há já mais de 6 anos.
Numa altura em que o país atravessa sérias dificuldades económicas e em que são anunciados os mais variados cortes, esta situação, que só nos casos por nós detectados pode envolver vários milhares de euros pagos por mês, causa perplexidade em várias pessoas que delas têm conhecimento. Uma delas disse mesmo ao Voz Ribatejana que não percebe como é que o Estado continua a gastar dinheiro desta maneira com o pagamento de rendas por casas vazias e sem qualquer uso prático e, depois, aumenta as taxas aplicadas na saúde e aplica toda uma série de cortes sociais.
O Voz Ribatejana procurou esclarecimentos junto da ARSLVT, cujo conselho directivo cessante (substituído esta semana por novos responsáveis) explicou que não poderia simplesmente devolver as instalações aos proprietários porque os contratos existentes “obrigam a que o Estado tenha que deixar as instalações no estado em que as alugou”.


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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vila Franca acolhe espectáculo contra a indiferença


O auditório do Ateneu Artístico Vilafranquense acolhe, esta noite (sexta a partir das 21h00), um espectáculo integrado na semana de combate à pobreza e à exclusão social. Na iniciativa, organizada pela associação Animar com o apoio de várias entidades locais, os espectadores não pagam bilhetes, são apenas convidados a levar um bem alimentar ou um produto de higiene e limpeza. O resultado da recolha destes bens será entregue à Caritas de Vila Franca de Xira para distribuição pelas famílias mais carenciadas da região. É, por isso, muito importante encher o auditório do Ateneu e contribuir, dessa forma, para minorar as dificuldades dos que mais precisam.
O espectáculo inclui momentos de hip-hop, funaná, música da Ucrânia e danças de salão e contemporânea, entre outros momentos. Conta com o apoio do Ateneu, das autarquias locais e do CBEI.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Crianças deficientes ficaram sem transporte para ir à escola

Cinco crianças deficientes residentes no concelho de Vila Franca de Xira, que frequentam a Unidade de Ensino Estruturado (UEE) do Agrupamento Sousa Martins, não podem ir à escola desde a passada terça-feira porque não lhes é assegurado transporte pelo Ministério da Educação, conforme acontecia normalmente. O problema está relacionado com uma decisão da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) de não pagar o transporte de crianças cujas famílias não integrem os escalões 1 e 2 do abono de família. O Ministério da Educação garante, ao Voz Ribatejana, que, afinal, a DRELVT continuará a assegurar a deslocação de todas as crianças. Mas a direcção do Agrupamento ainda não recebeu essa informação da DRELVT e não pode assumir os custos do transporte.
Problemas deste género verificam-se em vários pontos do país e há mesmo casos de crianças deficientes profundas que, desde o início do ano lectivo, há um mês, ainda não puderam ir à escola. Em causa estão interpretações desencontradas da legislação, mas a tutela tem acabado sempre por assumir estes custos.
Sofia Cândido, residente em Alverca, foi uma das mães que ficou sem alternativa. No modelo actualmente contratado com uma corporação de bombeiros, o custo mensal do transporte de cada uma destas crianças (portadoras de espectro de autismo ou de multideficiências) ronda os 400 euros, verba “incomportável” para as famílias.
O Agrupamento Sousa Martins, que integra a UEE frequentada por estas cinco crianças, explica que não pode assumir os encargos do transporte sem uma orientação formal nesse sentido. Em Agosto foi informado pela DRELVT do que só deveria pagar os transportes dos alunos portadores de deficiência cujas famílias integrem os escalões 1 e 2 do abono de família, informou os pais e resolveu manter o sistema anterior durante o primeiro mês do novo ano lectivo esperando que a situação se resolvesse. Passado esse mês e sem nenhuma alteração da posição da DRELVT, avisou os pais de que não poderia continuar a pagar os transportes que podem significar cerca de 18 mil euros por ano lectivo, verba que o Agrupamento diz que não pode assumir sem indicações nesse sentido da DRELVT.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Segurança privada substitui PSP na guarda das instalações da TNC


Os trabalhadores da TNC (Transportadora Nacional de Camionagem) continuam impedidos de entrar nas instalações da empresa, em Alverca, depois da operação policial realizada na madrugada de quarta-feira, que levou à retirada de mais de 20 camiões do local. Na sexta-feira ao fim do dia, o cordão policial foi substituído por segurança privada, que controla o acesso às instalações, sendo acompanhado regularmente por algumas patrulhas da PSP que asseguram que tudo está tranquilo. No exterior, com autorização da Câmara de Vila Franca de Xira, os trabalhadores montaram uma tenda, onde alguns pernoitam, e mantêm-se em vigília.
O Voz Ribatejana apurou que, no decorrer desta semana, comissão de trabalhadores e Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUP) vão contactar formalmente o administrador de insolvência para reclamar o cumprimento de uma alegada promessa de pagamentos dos salários de Agosto e de Setembro se o Tribunal do Comércio de Lisboa convocasse (como fez no dia 11) uma nova assembleia de credores para apreciar o plano de recuperação. O administrador Bruno Vicente já terá desmentido esse compromisso, mas os representantes dos trabalhadores vão insistir e defendem, também, que a TNC deveria retomar desde já a sua laboração, sem esperar pelas decisões da assembleia de credores agendada para 5 de Dezembro.

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Jovens de Santarém ganham Travessia Baptista Pereira


Ivo Lopes e Júlia Lopes, dois jovens nadadores do Scallabis Sport de Santarém, ganharam, no domingo, a XXVI Travessia Baptista Pereira disputada, como habitualmente, entre Vila Franca de Xira e Alhandra. Depois de um ano de interregno, a prova de homenagem ao grande nadador alhandrense, reuniu cerca de 80 participantes entre perto de 100 inscritos. O forte nevoeiro  que se fez sentir chegou a colocar em dúvida a realização da prova mas, uma hora depois do previsto, foram dadas as partidas e a prova decorreu normalmente, reunindo centenas de espectadores.
Ivo Lopes, com apenas 16 anos, foi o mais rápido na prova de federados. No escalão feminino ganhou a sua colega de equipa Júlia Lopes. Ivo disse, no final, ao Voz Ribatejana, que participou pela primeira vez na Travessia Baptista Pereira, mas que “não foi difícil” nadar os 3, 5 quilómetros que separam o cais da União Vilafranquense do cais do Alhandra Sporting Club. “Não estou habituado a este tipo de provas, mas foi fácil. Senti algum frio, mas foi uma prova muito competitiva”, afirmou, enquanto recebia as felicitações de vários colegas. “O meu objectivo é chegar o mais longe possível na natação, porque é algo que gosto de fazer”, concluiu.         


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