quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Agricultura ribatejana não vai ter declaração de calamidade


A declaração de calamidade na agricultura ribatejana, devido ao mau tempo de Abril e Maio, “é muito pouco provável”, segundo disse, hoje, a ministra Assunção Cristas ao Voz Ribatejana, no decorrer de uma visita à Lezíria de Vila Franca de Xira. A governante adiantou que nenhum dos casos até agora identificados preenche os requisitos “muito precisos” previstos na Lei para que sejam accionados os mecanismos de apoio previstos na chamada declaração de calamidade.
“Está a ser feito um trabalho em conjunto de identificação desses prejuízos, para ver até que ponto podem entrar na categoria de calamidade ou não mas, até agora, nenhum dos identificados entra nessa categoria”, vincou a ministra.
Em Julho, a Federação de Agricultores do Distrito de Santarém e a Associação de Produtores de Tomate estimaram que os prejuízos, só na cultura do tomate, sejam superiores a 25 milhões de euros e levaram estas preocupações ao gabinete do secretário de Estado da Agricultura, pedindo uma declaração de calamidade. mecanismo que permite o acesso a vários tipos de apoio.
Assunção Cristas afasta esse cenário, salientando que, entretanto, o Governo tomou medidas para alargar a algumas culturas, entre as quais a do tomate, a antecipação de ajudas da União Europeia.

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sábado, 13 de agosto de 2011

Banco pede assembleia urgente para apreciar recuperação da TNC


O Banco Espírito Santo (BES), segundo maior credor da TNC, transportadora de Alverca ameaçada de encerramento, pediu anteontem a convocação de uma nova assembleia de credores com carácter de urgência. O requerimento do BES visa apreciar o plano de recuperação que a antiga administradora da empresa, Luzia Leal, promete apresentar, com o apoio dos trabalhadores e do Ministério da Economia. O BES solicita também a anulação da última assembleia, realizada em Junho, quando os maiores credores aprovaram a liquidação da transportadora – uma das maiores do País com 105 camiões e 126 funcionários.
Os trabalhadores da TNC voltaram a reunir em plenário na quinta-feira. Segundo Anabela Carvalheira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), é muito importante que o Tribunal do Comércio de Lisboa aprecie rapidamente o requerimento do BES e convoque a assembleia, porque os trabalhadores não têm qualquer garantia de salário neste mês de Agosto. “Esta empresa não pode continuar parada – suspendeu a actividade a 13 de Julho por indicação do administrador de insolvência -, cada dia que passa é uma pedra em cima da empresa. O País precisa de empresas a laborar e não de mais desemprego”, sublinha a dirigente sindical.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Vila-franquense morre afogado em Valada depois de salvar a filha




Um homem de 35 anos, natural de Vila Franca de Xira, morreu, ontem à tarde, afogado nas águas do Tejo, na praia fluvial de Valada. Depois de ter acudido à filha de 11, que pediu ajuda por ter perdido o pé, o homem, que não saberia nadar, acabou por ser arrastado pela corrente. Aconteceu cerca das 14h30 de quinta-feira e o corpo foi encontrado, cerca de 4 horas depois, por mergulhadores dos Bombeiros Municipais do Cartaxo.
Um familiar que se encontrava no local sofreu problemas cardíacos e foi transportado para o Hospital Reynaldo dos Santos de Vila Franca de Xira, para cuja morgue seguiu também a vítima de afogamento. O comandante dos Bombeiros do Cartaxo frisou que há zonas da margem ribeirinha de Valada interditas a banhos e fundões a alguns metros da areia que podem ter mais de três metros de profundidade. Recomendou, por isso, muitas cautelas, também porque o Tejo apresenta nesta época do ano correntes bastante fortes. Há cerca de um ano já se verificara outra morte na mesma área.

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Edição Completa Voz Ribatejana 3 Agosto 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Festas de Arruda apostam na prata da casa em ano de contenção



As tradicionais festas de Nossa Senhora da Salvação de Arruda dos Vinhos apresentam, este ano, um programa especialmente contido, mas mantêm as suas principais componentes, com as actividades religiosas, exposições, música popular, largadas e corridas de toiros. As festas integram, desde o passado dia 6, as tradicionais novenas. A partir de sexta-feira e até 18 de Agosto, alargam-se a actividades de cariz profano.
Gertrudes Cunha, vereadora com os pelouros da Cultura e do Turismo no Município arrudense, admite que o programa organizado este ano é bastante contido, sobretudo no que diz respeito aos espectáculos, mas que sublinha que se procurou apostar na divulgação dos agrupamentos locais e que, com alguma criatividade, acredita que as festas vão de encontro aos gostos da população. “Quando não há dinheiro, temos que ter criatividade e boa vontade para não deixarmos morrer as nossas festas. Claro que este ano não vão ter a qualidade que têm tido noutros anos, em termos de espectáculos, mas vamos querer manter a qualidade nos eventos que organizamos, incluindo muito a prata da casa”, frisa a autarca, salientando que o envolvimento de entidades parceiras como a paróquia, o rancho folclórico e a Piriquita é muito importante, pela “partilha de responsabilidades” e porque “mobiliza mais a comunidade”.
 Ao nível musical, as festas anuais de Arruda ficam, este ano, marcadas pelo festival de folclore da tarde de dia 13, pelo concerto da Banda de Arruda no dia 17 e pela noite de fado, a encerrar os festejos, no dia 18. A aposta na noite de fados tem sido muito bem recebida e a autarca acha que um dos objectivos fundamentais da festa será a preservação da cultura e das tradições regionais. “O que pretendemos é mostrar aquilo que sabemos fazer e aquilo que temos no concelho, de uma forma cuidada”, explica. No que diz respeito à tauromaquia haverá corridas de toiros nas noites de 16 e 17 de Agosto.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Toureiro António de Portugal homenageado em Vila Franca



O matador de toiros António de Portugal, natural da Calhandriz, foi homenageado pelo Clube Taurino Vila-franquense. Aos 58 anos leva já 39 anos de toureio e 31 de matador de toiros, numa carreira que nos últimos anos se fixou mais no México e na América Latina. Em Maio de 1977, António de Portugal foi um dos principais protagonistas de uma corrida realizada na Palha Blanco em que, juntamente com José Júlio e venezuelano Rayto, foi desafiada a proibição da matar toiros nas arenas portuguesas.
João Mascarenhas, crítico tauromáquico que durante alguns anos foi o empresário de António de Portugal salientou a persistência e a capacidade de treino e de trabalho do toureiro. "Creio que o António de Portugal tem sido muito maltratado pela aficion portuguesa e nomeadamente pela vila-franquense. Nunca lhe reconheceram os seus méritos”, lamentou.
Em declarações  Voz Ribatejana, António de Portugal mostrou-se muito satisfeito com aquilo que preferiu descrever como reunião de amigos e aficionados e não tanto como homenagem. E recordou a forma como saiu da Calhandriz em busca do sonho de ser toureiro. "Era uma aventura, que ainda hoje vivo. Hei-de morrer sempre na aventura”, vincou. “Foi sair de lá, tourear aqui em Vila Franca e dar a volta ao Mundo a tourear. Tenho a felicidade de tourear em várias partes do Mundo, desde a Grécia (Atenas), Canadá, América do Sul, Macau, Seul (Coreia do Sul). Fiz a volta ao mundo. Era uma coisa que talvez, até quando saí da Calhandriz para ser toureiro, não me viesse à ideia. O que queria era ser toureiro”, confessou.

Saiba mais na edição impressa de 3 de Agosto do Voz Ribatejana