segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Jovens do Carregado morrem no regresso de festa de anos


O regresso de uma festa de anos numa discoteca da Foz do Arelho foi trágico para cinco jovens residentes no Carregado e na Castanheira do Ribatejo. Três morreram num acidente ocorrido, ontem de manhã, nas proximidades do Cadaval e os outros dois sofreram ferimentos graves.
Duas das vítimas mortais do violento despiste ocorrido num troço da Estrada Nacional 366 que atravessa o concelho do Cadaval trabalhavam no restaurante McDonald’s do Campera. Um terceiro jovem, de origem ucraniana, também são resistiu aos ferimentos. Residiam todos na área do Carregado. Os dois feridos graves estão ainda hospitalizados, nas Caldas da Rainha e em Lisboa. Tinham todos idades compreendidas entre os 18 e os 21 anos.
Foi no regresso da discoteca Green Hill, onde festejaram o 21º. aniversário do condutor do automóvel, já cerca das 7h45 da manhã de domingo, que se deu o acidente. O Renault Mégane conduzido por Evanildo, em que seguiam mais 4 amigos, embateu violentamente num eucalipto da berma da estrada. Três dos jovens morreram no local e Ana Ferreira, que também trabalha no McDonald’s do Carregado, sofreu ferimentos graves e foi transportada para um hospital de Lisboa.
“A Ana está estável, está consciente e a recuperar. Isto para nós foi um grande choque”, disse, ao Voz Ribatejana, um responsável pelo McDonald’s do Campera.

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Escola Reynaldo dos Santos está como nova


A obra de requalificação da Escola Básica e Secundária Professor Reynaldo dos Santos foi, esta manhã, inaugurada em Vila Franca de Xira. O estabelecimento beneficiou de um investimento de 9 milhões de euros da Parque Escolar que transformou a antiga Reynaldo (inaugurada em 1976 e ampliada em 1981) numa escola quase completamente nova. A cerimónia inaugural foi presidida pelo secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata, que salientou a aposta na construção e remodelação de 1000 escolas de todo o País e os resultados positivos já alcançados no combate ao insucesso escolar.
A Reynaldo dos Santos conta, agora, com 49 salas distribuídas por 5 edifícios, onde se incluem também a biblioteca, o refeitório e um amplo auditório. As obras começaram em Julho de 2009 e, como sublinhou o director do Agrupamento Sousa Martins (futuro agrupamento Reynaldo dos Santos), foi possível, com muito esforço, conciliar obras e aulas durante quase ano e meio.
Maria da Luz Rosinha, presidente da edilidade de Vila Franca, observou que, nos últimos anos, já se investiram mais de 80 milhões de euros nas escolas do concelho. Nos próximos anos também as secundárias Gago Coutinho (Alverca), do Forte da Casa, Alves Redol (Vila Franca), Azambuja, Cartaxo e Sobral de Monte Agraço beneficiarão de obras de remodelação. 

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vila Franca lança comemorações do centenário de Alves Redol


Um congresso internacional, exposições itinerantes, um filme e a distribuição de dezenas de milhares de textos em escolas de todo o País, são algumas das principais actividades previstas nas comemorações do centenário do nascimento do escritor Alves Redol apresentadas, esta manhã, em Vila Franca de Xira. Lideradas pelo Município vila-franquense numa parceria que envolve várias entidades, desde a escola e a cooperativa Alves Redol ao Museu do Neo-realismo, passando pela Faculdades de Letras da Universidade de Lisboa e pela RTP, estas comemorações arrancam com acções nas escolas locais e um ciclo de formação sobre a obra redoliana.
Nascido em Vila Franca de Xira em Dezembro de 1911, António Alves Redol destacou-se por uma actividade literária, cultural (dinamizou inúmeras iniciativas e cursos de alfabetização) e política intensas, publicando em 1939 o primeiro romance neo-realista português intitulado “Gaibéus”.
António Mota Redol, o seu único filho, é presidente da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo (espaço museológico que funciona em instalações de raiz inauguradas há 3 anos no centro de Vila Franca). Hoje, na apresentação das comemorações, salientou o empenho de municípios como Vila Franca de Xira e Santiago do Cacém (assinalam-se também este ano os 100 anos de nascimento de Manuel da Fonseca) na divulgação dos escritores portugueses, mas lamentou que o Estado central não faça o mesmo.
“É bom que comemoremos os nosso escritores, que têm sido tão esquecidos. A democracia tem sido um pouco madrasta para eles, mesmo para aqueles que se bateram por ela”, sustentou.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Externato de Arruda apela ao diálogo e alunos pedem demissão da ministra

Cerca de 500 pessoas, entre pais, alunos e funcionários, concentraram-se, esta manhã, frente ao Externato João Alberto Faria (EJAF) de Arruda dos Vinhos, que, por decisão dos pais, esteve hoje encerrado. Junto aos dois portões, fechados com cordas e com um enorme cadeado que simbolizavam o risco de encerramento da escola no final deste ano lectivo, multiplicaram-se as criticas ao Ministério da Educação e à falta de sensibilidade para casos específicos como o do concelho de Arruda, em que o EJAF é a única escola que lecciona os 2º. e 3º. ciclos e o secundário.
Nuno Faria, director da escola e administrador da empresa proprietária, apelou à ministra da Educação para que se sente à mesa das negociações com os representantes destes colégios privados e se chegue a uma solução de “bom senso”, que evite a instabilidade que afecta os 93 estabelecimentos com contrato de associação. Enquanto os dirigentes da escola e da associação de pais prestavam declarações à comunicação social, grupos de alunos gritavam palavras de ordem mais duras. “O EJAF continua, a ministra para a rua”, foi uma delas.
Nuno Faria disse que os colégios estão a assinar os novos acordos propostos pelo Ministério (reduzem as verbas mensais por turma de 114 mil para 90 mil euros) sob “protesto” e numa “lógica de sobrevivência”, porque têm que pagar no fim do mês aos funcionários. No caso do EJAF, explicou, este corte já obrigou a reduzir em 20% os salários de todos os funcionários, incluindo a direcção da escola.

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Edição Completa 19 Janeiro

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tauroleve vai continuar à frente da Palha Blanco


A empresa Tauroleve ganhou o concurso para a gestão e exploração da Praça de Toiros Palha Blanco nos próximos 2 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 1 ano. Ao concurso lançado no final de Dezembro pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira apresentaram-se dois concorrentes. A mesa administrativa da instituição vila-franquense, proprietária da praça, decidiu, ontem à noite, por unanimidade, concessionar a Palha Blanco à Tauroleve, numa perspectiva de continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos 3 anos e tendo especialmente em conta a “confiança” que lhe merece a empresa de Vila Franca.
“Ao longo destes 3 anos revelou-se uma empresa com muita credibilidade, muito carácter e muita dignidade”, vincou Carlos Caetano Dias, provedor da Misericórdia, em declarações ao Voz Ribatejana. Concorreram a vila-franquense Tauroleve liderada por Ricardo Levesinho e a alentejana Gestoiros. A primeira propôs um valor anual de 39 mil euros (igual à base definida pela SCMVFX) e a segunda propôs 43 250 euros. “Uma Santa Casa lida sempre mal com estes processos. Precisa de mais-valias para as suas obras sociais, mas na defesa da promoção da Festa, de Vila Franca e da praça Palha Blanco a mesa achou, por unanimidade, que devia deliberar assim”, explicou.
“Esta decisão é para nós gratificante e encorajadora mas ao mesmo tempo de imputação de grande compromisso já que para além da responsabilidade natural inerente à gestão da centenária Palha Blanco nunca nos esqueceremos que a Santa Casa prescindiu de valores monetários superiores oferecidos pela outra proposta existente acreditando na vontade e na capacidade do nosso projecto”, sustenta, por seu turno, Ricardo Levesinho, sócio-gerente da Tauroleve.

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